Arquivo mensal: janeiro 2015

A merecida homenagem do cinema à uma das mais célebres mentes do nosso século

TheoryofEverything

Incontáveis foram as adaptações biográficas para o cinema de grandes personalidades da história. Desde personagens bíblicos à imperadores da antiguidade passando por políticos, ativistas e artistas das mais diferentes áreas, já se levou às telas uma infinita gama de pessoas das mais diversas áreas da sociedade.

Em geral, estas personalidades carregam um rico conteúdo biográfico, seja por seus atos heróicos, pela visão à frente de seu tempo, os escândalos ou as mortes prematuras no auge do sucesso ou pelo fato de terem sido vilões ou assassinos que comoveram multidões pelas atrocidades cometidas. Muitas destas personalidades conseguiram presenciar em vida a homenagem que o cinema de uma maneira ou de outra prestou-lhes. Outros não.

O  pastor protestante e ativista político norte-americano Martin Luther King Jr., assassinado no final da decada de 60 é um deles. Evidentemente nessa época Luther King não imaginava que episódios de sua vida se transformariam em filme. Em Selma, Uma Luta pela Igualdade, Selma (2014) com lançamento previsto no Brasil para início de Fevereiro, acompanha as históricas marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana.

Outro que não teve tempo para assistir sua trajetória vitoriosa no mundo do automobilismo retratada no cinema, devido sua trágica morte, foi o piloto brasileiro de Formula 1 e três vezes campeão mundial Ayrton Senna, no documentário Senna (2010), dirigido pelo cineasta britânico Asif Kapadia.

No entanto, muitos conseguiram presenciar suas vidas eternizarem-se no cinema. É o caso do matemático norte-americano e vencedor do Nobel de Economia John Nash, hoje com 86 anos, diagnosticado com esquizofrenia.

O cineasta Ron Howard conhecido por filmes como Cocoon (1985), Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo, Apollo 13 (1995) e Código Da Vinci, The Da Vinci Code (2006), levou para o cinema a história do matemático vivido pelo ator australiano Russell Crowe no bom e premiado Uma Mente Brilhante, A Beautiful Mind (2001).

A mais ilustre personalidade da vez, que teve sua vida transformada em filme, foi o físico e cosmólogo britânico Stephen Hawking.

Estreiou no inicio do mês na Irlanda e Reino Unido e com estréia prevista no Brasil para esta sexta-feira, A Teoria de Tudo, The Theory of Everything (2014) baseado na biografia do astrofísico. O filme mostra como o jovem Hawking, vivido por Eddie Redmayne, fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa quando tinha apenas 21 anos.

O responsável por retratar a vida de Hawking no cinema é o escritor e roteirista Neo-zelandês Anthony McCarten, que se interessou pela vida do astrofísico depois de ler o best-seller Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros, A Brief History of Time: From the Big Bang to Black Holes (1988), escrito pelo próprio Hawking. Anos depois, McCarten adaptou o livro Viagem ao Infinito: A Extraordinária História de Jane e Stephen Hawking, Travelling to Infinity: My Life with Stephen (2008), escrito pela primeira mulher de Hawking, Jane Wilde. Além de assinar o roteiro, McCarten também assina a produção do longa.

James Marsh foi incumbido de dirigir a obra. O cineasta britânico é o responsável pelo premiado e altamente recomendado documentário O Equilibrista, Man on Wire (2008) que conta a façanha, do então jovem francês Phillippe Petit, que na década de 1970 com a ajuda de um grupo de amigos, andou durante uma hora sobre um cabo de ferro suspenso entre as duas torres do World Trade Center, em Nova Iorque, sem qualquer equipamento ou rede de segurança. O documentário se consagrou em diversos festivais levando inúmeros prêmios entres eles o Grande Prêmio do Juri no Sundance Festival, o Bafta e Oscar de Melhor Documentário.

Antes de A Teoria de Tudo, Marsh dirigiu o regular Agente C – Dupla Identidade, Shadow Dancer (2012) sobre uma ativista do IRA (Exército Republicano Irlandês) que após um atentado à bomba em Londres acaba por cair nas mãos de um policial do MI5 (Serviço Britânico contra-espionagem). À partir daí ela se torna uma espécie de agente-dupla à serviço da inteligência britânica.

Coube ao ator britânico Eddie Redmayne a responsabilidade de dar vida ao astrofísico Hawking. Embora, Redmanyne não tenha feito personagens de destaque no cinema, o jovem ator tem construído ao  longo dos anos uma premiada carreira no teatro, tendo vencido um Oliver e um Tony Award por Melhor Ator Coadjuvante para a adaptação teatral da peça Red escrita por John Logan, que no cinema roteirizou inúmeros filmes entre eles, O Aviador, The Aviator (2004) e A Invenção de Hugo, Hugo (2011) ambos dirigidos por Martin Scorsese.

Redmayne, apoiado pela também britânica Felicity Jones que interpreta Jane Wilde, primeira mulher de Hawking, dá o ritmo ao filme. O ator personifica brilhantemente o biografado astrofísico britânico, num trabalho corporal e de dicção que beira à perfeição.

Pode se dizer tranquilamente, que o primoroso trabalho de Redmayne, assemelha-se à eximias interpretações poucas vezes vistas no cinema, como por exemplo, a do ator irlandês Daniel Day-Lewis, que interpretou o filho de uma humilde família irlandesa, que acometido desde o nascimento com paralisia cerebral tirando-lhe todos os movimentos do corpo, com a exceção do pé esquerdo. Com o controle deste único membro ele torna-se escritor e pintor.

O filme deu a Day-Lewis projeção internacional e lhe rendeu outros grandes papéis no cinema e inúmeros prêmios. Redmayne, que ganhou diversos prêmios em vários festivais de cinema por sua caracterização como Hawking parece seguir os passos do ator irlandês. O jovem ator britânico recentemente levou o Globo de Ouro para melhor atuação em filme de dramático e concorre no mês que vem ao Oscar como Melhor Ator.

Já a escolha de Marsh para a direção do longa não foi por acaso. O cineasta britânico tem a habilidade em adequar facilmente a trajetória dos seus personagens em perfeita sincronia com a temporalidade histórica na qual estão inseridos, como visto em seus filmes anteriores.

Marsh, em nenhum momento se apressa para contar a história. Não exagera. Com uma direção sóbria e equilibrada, evita acentuar demais o drama do personagem principal, fazendo com que a doença degenerativa do astrofísico não se sobressaía ao homem dotado de uma das mentes mais brilhantes e extraordinárias do mundo moderno.

A Teoria de Tudo, nada mais é do que uma merecida homenagem do cinema à uma das figuras mais importantes da história da humanidade, que contribuiu com incriveis descobertas científicias afim de iluminar as dúvidas que cercam nossa existência.

(Pedro Giaquinto)

Com excelente atuação dos protoganistas, Burton leva às telas a segunda cinebiografia de sua carreira

BigEyes

Giovanni Bastianini, Alceo Dossena, Tom Keating, Wolfgang Beltracchi, Edgar Mrugalla e Elmyr de Hory, o que estes nomes oriundos de diferentes nacionalidades, educados em distintas culturas têm em comum? Todos eles foram talentosos pintores, mas sobretudo, exímios falsários de obras de arte.

O último no nome desta lista de ilustres charlatões do mundo das artes, Elmyr de Hory, foi o protagonista do documentário dirigido por Orson Welles, For Fake – Verdades e Mentiras, For Fake (1974), em que Welles, à partir da história de De Hory, redefine aquilo que se pode ou não chamar a magia do cinema, ou até mesmo a ilusão da legitimidade de toda a arte.

O recente trabalho do aclamado diretor norte-americano Tim Burton, Grandes Olhos, Big Eyes (2014), que estreiou no final do ano passado na Irlanda e Reino Unido narra a história real da pintora Margaret Keane (Amy Adams), uma das artistas mais comercialmente rentáveis dos anos 1950 com os seus retratos de crianças com olhos grandes e assustadores. Keane teve que lutar contra o próprio marido no tribunal, o também pintor e falsificador de quadros, Walter Keane (Christoph Waltz) que afirmava ser o verdadeiro autor das obras de Margaret.

No entranto, esta não é a primera cinebiografia que Burton leva às telas. Anteriormente o cineasta havia dirigido Ed Wood (1994), sobre o personagem-título, considerado o pior diretor de todos os tempos.

O novo longa-metragen do diretor de Os Fantasmas se Divertem, Beetle Juice (1988), Batman, Batman (1988), Batman: O Retorno, Batman Returns (1992), Alice no País das Maravilhas, Alice in Wonderland (2010) entre outros, destoa da maioria de seus filmes. Desta vez o cineasta afastou-se do universo onírico que flerta demasiadamente com o mundo gótico para dar lugar à um filme menos carregado nas cores sombrias e na atmosfera densa e soturna como sempre fora peculiar em toda sua obra.

Por ser tratar de personagens do mundo real, Burton optou por transcrever para às telas a história de uma maneira lacônica, limitando-se aos fatos como eles sucederam. É fácil notar que a escolha de Burton pela história de Margaret Keane traz certa semelhança, guardadas evidentemente as devidas proporções, entre o mundo do cineasta e o da pintora.

Apesar da aguçada veia gótica e sombria impregnada na obra de Burton, o cineasta sempre esteve muito ligado com o universo infantil, o qual Keane, ao longo de muitas décadas, continua pintando. Entre as animações do diretor norte-americano destacam-se A Noiva Cadáver, Corpse Bride (2005) e Frankenweenie (2012) além de O Estranho Mundo de Jack, The Nightmare Before Christmas (1993) sendo este apenas como produtor. Todavia, é claro, suas animações estão repletas de personagens sombrios, envoltos com o lúgubre e o macabro. E não muito longe disso estão os rostos de crianças pintadas por Keane, que também transitam por esse o universo melancólico contido na obra do cineasta.

O acerto na escolha dos protagonistas é outro ponto positivo no filme de Burton. A atriz norte-americana Amy Adams interpreta a pintora Margaret Keane. Adams com sua voz frágil e o olhar meigo e distante dá ao seu personagem tons serenos e os contornos precisos da caricatura de uma mulher submissa aos comandos de um marido autoritário e sem escrúpulos, conseguindo transpor para a tela de forma fidedigna a subserviência da maioria das mulheres que viveram nas décadas de 50, 60. Por sua atuação, Adams levou há duas semanas o Globo de Ouro de Melhor Atriz na categoria Filme Musical ou Comédia. O mesmo ocorreu no ano passado quando a atriz levou o Globo de Ouro na mesma categoria por sua interpretação em Trapaça, American Hustle (2013) no qual viveu uma novata golpista. No mesmo ano também foi indicada para o Oscar pelo mesmo filme, mas não levou a estatueta.

Já o papel do falsário Walter Keane, ficou à cargo do sempre excelente e um dos melhores atores da atualidade, o austríaco Christoph Waltz. O ator mostra-se mais uma vez irrepreensível na composição do seu personagem. Com Keane, Waltz transita facilmente entre o dramático e cômico ou por muitas vezes ambos ao mesmo tempo. É notória sua desenvoltura e habilidade na reprodução do trágico-cômico, que evidentemente tenha sido a vida do real Walter Keane. Sem exageros e dono de uma interpretação singular que se altera gradativamente entre o grotesco e o sublime, Waltz está mais uma vez perfeito. Vencedor de dois Oscars, dois Baftas e dois Globos de Ouro como Melhor Ator Coadjuvante por Bastardos Inglórios, Inglourious Basterds (2009) e Django Livre, Django Unchained (2012), além do prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes em 2009 pelo mesmo Bastardos Inglórios, é uma pena seu nome não ter sido lembrado pelas grandes premiações do cinema no ano passado.

Para o ano que vem Burton já encabeça dois novos projetos. As sequências de Os Fantasmas se Divertem e Alice no País das Maravilhas, este últiimo como produtor.

Por ora, Grandes Olhos, mesmo sem o apelo comercial de outras obras do cineasta, é um filme que merece ser visto, tanto pela grande atuação do casal de protagonistas quanto pelo o heroíco e árduo trajeto na vida da talentosa pintora, que até hoje, aos 87 anos, continua pintando diariamente e suas obras podem ser visitadas em museus de diversas cidades entre elas Tóquio, Madri e Cidade do México.

O filme têm estréia prevista no Brasil para o final do mês.

(Pedro Giaquinto)

Angelina Jolie demonstra talento e competência em seu segundo longa-metragem como diretora

Golden Globes Nominations Snubs and Surprises

O cinema se notabilizou por trazer às telas adaptações de ilustres e heróicas personalidades, sejam elas do próprio universo cinematográfico como no recente drama biográfico Hitchcock (2012), sobre os bastidores do aclamado filme do cineasta britânico, Psicose, Psycho (1960) ou retratar figuras políticas como JFK, A Pergunta que Não Quer Calar, JFK (1991) ou no também recente Lincoln (2012) sobre o icônico presidente norte-americano que lutou bravamente pela abolição da escravidão. A música com os seus célebres personagens como o vocalista Jim Morrison, líder de uma das bandas mais influentes de todos os tempos o The Doors, no longa dirigido por Oliver Stone, The Doors (1991), o saxofonista Charlie Parker levado aos cinemas por Clint Eastwood em Bird (1988) e o pianista e cantor Ray Charles que teve sua história retratada em Ray (2004), entes outros, também tiveram suas histórias retratadas no cinema.

Outras dezenas de peronalidades sejam elas atletas, romancistas, bailarinos, cientistas, ou até mesmo cidadãos comuns, anônimos do grande público, como os poucos sobreviventes dos genocídios ocorridos nos campos de extermínio durante a Segunda Guerra Mundial ou os muitos soldados que foram atirados no campo de batalha para lutarem em guerras sangrentas, todos estes, de uma forma ou de outra, tiveram suas histórias imortalizadas no cinema por seus atos de coragem ou por seus ideiais de justiça e conduta moral frente às questões éticas, raciais e políticas.

O recente trabalho, atrás das câmeras, da atriz e diretora norte-americana Angelina Jolie, é sobre uma destas famigeradas personalidades, que vez ou outra, surgem para nos presentar com lições de bravura e redenção frente às adversidades do destino.

Em Invencível, Unbroken (2014), adpatado do livro Invencível: Uma História de Sobrevivência, Resistência e Redenção, escrito por Laura Hillenbrand, Jolie retrata a história real do atleta olímpico Louis Zamperini (1917-2014), que sofre um acidente de avião e cai no mar. Zamperini luta durante 47 dias para reencontrar a terra firme, e quando consegue, é capturado pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

Essa não é primeira vez que Jolie se aventura atrás das câmeras. A estréia como diretora se deu em Na Terra de Amor e Ódio, In the Land of Blood and Honey (2011) que conta a história de Ajla (Zana Marjanovic) e Danijel (Goran Kostic) que se conhecem em uma boate. De imediato eles começam a flertar um com o outro, mas a explosão de uma bomba acaba com qualquer clima existente entre eles. Era o início da Guerra da Iugoslávia, que colocaria sérvios e bósnios como inimigos mortais.

Em seu novo trabalho, Jolie além de dirigir o longa assina também a produção. O roteiro ficou à cargo da renomeada e premiada dupla de diretores, produtores e roteiristas os irmãos Joel e Ethan Coen, responsávies por obras-primas como Barton Fink: Delírios de Hollywood, Barton Fink (1991), O Grande Lebowski, The Big Lebowski (1998), Onde os Fracos Não tem Vez, No Country for Old Men (2007) entre outros.

Em seu segundo longa-metragem, Jolie apoiada por uma atraente história de superação baseada em um personagem real, cercada por atores competentes e uma produção digna dos grandes filmes do gênero, não desperdiça em momento algum a chance de realizar um excelente trabalho. A cineasta opta por conduzir o filme de maneira equilibrada e sóbria, limitando-se a retratar a vida do seu autobiografado de forma contudente e objetiva, sem se deixar levar pelo sentimentalismo piegas, que muita das vezes destroem uma boa história.

Não é de se estranhar que o tema guerra atraí a atenção de Jolie, haja visto seu fervoroso envolvimento em causas humanitárias, como em seus trabalhos com refugiados, atos estes, que a condecoraram como Embaixadora da Boa Vontade para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Outro, que de certa maneira pode-se dizer familiarizado com o tema, é o ator britânico Jack O’Connell. Conhecido por interpretar recentemente personagens psicologicamente conturbados, que convivem com a obscuridade do medo em detrimento à possibilidade, por muita das vezes impossível de salvação como retratado nos filmes Starred Up (2013) e ’71 (2013) ambos ainda sem data prevista de estréia no Brasil e que lhe renderam alguns prêmios por suas convincentes atuações. O’Connell, pelo menos agora, devido à sua competente interpretação dada ao personagem principal do longa de Jolie, pode sonhar em voos mais altos dentro da indústria cinematográfica americana. O ator venceu recentemente a premiação realizada pelo Hollywood Film Awards na categoria New Hollywood Award.

Por outro lado, Jolie poderá aparecer na cerimônia de premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o Oscar, não somente como convidada para a festa, mas sim como uma das possíveis candidatas para receber a estatueta, e juntar-se à sua conterrânea Kathryn Bigelow, única mulher na história da premiação a receber o Oscar como diretora. Curiosidades e coincidências à parte, Bigelow recebeu a estatueta há cinco anos pelo filme Guerra ao Terror, Hurt Locker (2008), também um drama de guerra.

Pode-se dizer de passagem, que mesmo se for premiada com a estatueta como Melhor Diretora, essa não será a primeira vez que Jolie receberá o prêmio, guardada é claro, as devidas proporções. Vale lembrar que Jolie venceu o prêmio como Melhor Atriz Coadjuvante, além do Globo de Ouro por sua atuação como uma charmosa sociopata em Garota, Interrompida, Girl, Interrupted (1999).

E ao que tudo indica, Jolie tomou gosto pelo ofício. Ainda esse ano poderemos vê-la novamente atrás das câmeras numa nova produção com o título By the Sea. Além de atuar, produzir e roterizar a obra, Jolie dirigirá a si mesma e seu marido, o também ator Brad Pitt.

Invencível tem estréia prevista no Brasil para o dia 15 de Janeiro.

(Pedro Giaquinto)